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Em 14 de abril de 2009, foram anunciados os resultados oficiais
do 2º Mapeamento e Monitoramento da Moratória da Soja. O evento
foi realizado em Brasília no auditório do Ministério do Meio Ambiente
e contou com a presença de Carlo Lovatelli, presidente da ABIOVE
e coordenador do setor empresarial, Paulo Adário, diretor da Campanha
Amazônia do Greenpeace e coordenador da sociedade civil, e de Carlos
Minc, Ministro de Meio Ambiente.
A apresentação dos resultados e entrega do relatório final pelos
representantes das empresas e ONGs ao Ministro Carlos Minc foi prestigiada
pela participação de importantes veículos de comunicação do Brasil
e do mundo, o que denota a importância do trabalho realizado para
o amplo debate que se faz atualmente sobre a Amazônia e as mudanças
climáticas.
A mídia tomou conhecimento dos dados do levantamento de campo nos
630 polígonos selecionados, ouviu com atenção as citações sobre
a contribuição da Moratória para conter o desmatamento e transmitiu
a mensagem de que a soja tem presença muito baixa no Bioma Amazônia,
não sendo um agente importante no desmatamento da região.
Paulo Adario do Greenpeace afirmou: "A Moratória da Soja tem sido
uma estratégia importante no combate ao desmatamento. A indústria
reitera seu compromisso de não adquirir essa produção e esperamos
que o governo também apoie esta iniciativa, operacionalizando os
mecanismos de governança necessários para fortalecimento desta iniciativa".
A consideração também foi feita pelo Ministro Carlos Minc: "Eu
reconheço o esforço positivo e credito a redução expressiva do desmatamento
a pactos como a Moratória da Soja. (...)Além da aprovação da MP
de regularização fundiária e do pagamento pelos serviços ambientais,
o governo vai direcionar um excedente de R$ 5 milhões do PPG7 para
acelerar o cadastramento ambiental rural". Declarou a uma emissora
de TV "Não basta assinar papel. É importante ver se aquilo está
sendo cumprido. O da soja está sendo cumprido."
Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação
do WWF-Brasil, salienta a evolução na cadeia produtiva da soja ao
longo da Moratória. "É importante observar que uma significativa
parcela do setor do agronegócio lidera um processo como esse, buscando
uma agenda positiva e gerando resultados favoráveis. O setor fez
a sua parte, em lugar de achar culpados para o problema do desmatamento",
destacou.
Com isso, foi possível desmistificar o papel da soja no complexo
debate que se faz sobre o tema do desmatamento no Bioma Amazônia
e estabelecer uma agenda de trabalho na qual o governo reconhece
o papel fundamental da ação do Estado na região. A transparência
e grandeza do trabalho da Moratória da Soja abriram o caminho para
a elaboração de políticas e ações governamentais que tratem, efetivamente,
das reais causas que levam ao desflorestamento daquele Bioma.
Veja abaixo as fotos do evento:
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